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EUA apreendem petroleiro venezuelano; Maduro denuncia “pirataria”

Os EUA apreenderam um petroleiro sancionado da Venezuela. O país e o Irã condenam a ação, vista como “roubo” e violação, em meio à escalada de pressão de Washington.

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Os Estados Unidos apreenderam um navio petroleiro sancionado na costa da Venezuela, conforme anunciou o Presidente Donald Trump nesta quarta-feira (10). O movimento eleva drasticamente as tensões entre Washington e Caracas.

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Em ato de escalada de tensões, a apreensão do navio petroleiro sancionado por ordem de Trump é vista como “roubo descarado” pela Venezuela e violação do direito internacional pelo Irã.

Trump descreveu a apreensão como o maior petroleiro já sequestrado. A ação é a primeira apreensão de uma carga de petróleo venezuelana em meio às sanções em vigor desde 2019.

A embarcação apreendida é acreditada ser o superpetroleiro (VLCC) **Skipper**. O navio havia carregado cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo bruto pesado Merey da Venezuela entre 4 e 5 de dezembro.

Soberania e Uso da Força

A ação americana sinaliza um esforço para atingir a principal fonte de receita da Venezuela, o petróleo. A resposta de Caracas e Teerã foi imediata:

  • O governo venezuelano, em resposta, acusou os EUA de “roubo descarado” e descreveu a apreensão como “um ato de pirataria internacional”. O país prometeu denunciar o incidente em organismos internacionais.
  • A Embaixada do Irã em Caracas condenou a ação como uma “grave violação das leis e normas internacionais”.
  • O próprio Trump declarou que o petróleo seria mantido pelos EUA, dizendo: “Nós o mantemos, eu acho”.

A apreensão ocorreu em meio a um aumento maciço da presença militar dos EUA na região, que já realizou mais de 20 ataques a navios suspeitos de tráfico de drogas, levantando preocupações entre legisladores e especialistas legais.

A notícia da apreensão fez com que os futuros do petróleo Brent e WTI subissem. Analistas indicam que, a ação é mais uma “pressão geopolítica/sanções” que atinge a oferta.

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