EUA
ONU: Ação militar dos EUA na Venezuela amplia insegurança
Nações Unidas afirmam que invasão norte-americana viola leis internacionais. Maduro aguarda julgamento em Nova Iorque sob acusações de narcoterrorismo.
A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou-se oficialmente nesta terça-feira (6 de janeiro de 2026) contra a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, afirmando que a ação torna o mundo “menos seguro”. Durante coletiva de imprensa, Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, rejeitou as justificativas de Washington para a incursão, destacando que a invasão do território venezuelano representa uma violação direta da lei internacional.
A declaração ocorre em meio ao processo de transição forçada após a captura de Nicolás Maduro pela administração Trump. Maduro, removido do poder, já se apresentou em um tribunal de Nova Iorque para responder a processos criminais. Ele enfrenta uma série de acusações graves, incluindo narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína e posse de armas pesadas, como metralhadoras e dispositivos explosivos.
De acordo com as investigações que fundamentam o processo, Maduro é apontado como um dos principais beneficiários de uma “governança criminal híbrida” sustentada pelo chamado Cartel de Los Soles. Esta rede, descrita por especialistas como uma estrutura difusa de tráfico de drogas, teria sido utilizada pelo ex-líder para garantir a lealdade de setores militares através da distribuição de concessões e lucros ilícitos, garantindo sua manutenção no poder até a recente intervenção.
O posicionamento da ONU reforça a preocupação global com a soberania e a estabilidade regional. Embora as acusações contra o antigo regime sejam severas, a organização enfatiza que a resposta militar unilateral dos EUA compromete a previsibilidade democrática e os marcos legais globais. Para as comunidades locais e a estabilidade da região, o cenário de ocupação militar e incerteza institucional agrava a vulnerabilidade social, exigindo um monitoramento internacional rigoroso sobre o cumprimento dos direitos humanos durante este período de instabilidade.
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Fontes Utilizadas: Agência Brasil (Odair Braz Junior); Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (Ravina Shamdasani); Reuters (Jane Rosenberg); Levantamentos de inteligência criminal (Jeremy McDermott/InSight Crime).
