EUA
1 ano de Trump: Ataque à Somália mascara crise e medo da China
Discurso de aniversário de Trump foca na desumanização da Somália para ocultar a inflação recorde, a violência do ICE e o isolamento dos EUA perante o mundo.
Nesta terça-feira (20 de janeiro de 2026), Donald Trump celebrou seu primeiro ano de mandato com um pronunciamento na Casa Branca que priorizou o ataque frontal à dignidade do povo somali. Em uma demonstração de agressividade diplomática, o presidente americano utilizou termos desumanizadores para descrever a nação africana e seus imigrantes, classificando-os como um “desastre” e um “problema” para a segurança nacional.
A ofensiva retórica contra a Somália atingiu níveis inéditos de hostilidade. Trump afirmou que a “Somália nem sequer é um país” e que “eles não têm nada que se assemelhe a um país”. Prosseguindo com os insultos, declarou que “a única coisa em que são bons é piratear navios no mar” e classificou imigrantes como “um bando de pessoas com QI muito baixo”, chegando a chamá-los de “lixo”. Essa criminalização justifica o fim do Status de Proteção Temporária (TPS), que forçará 4 mil somalis a deixarem os EUA até março sob a ameaça: “voltem para seu país ou vamos deportá-los”.
A Cortina de Fumaça: Crises que o Ódio Esconde
Para analistas do BlackNews Brasil, esse extremismo verbal funciona como uma cortina de fumaça estratégica. Ao inflamar o pânico moral contra imigrantes africanos, Trump busca silenciar as críticas sobre a violência federal e o fracasso em conter o custo de vida básico:
| Foco do Discurso (Ódio) | Crise Real (Ocultada) |
|---|---|
| Ataque à Somália: “Eles vêm do inferno” e “não os queremos”. | Violência do ICE: Agentes mataram a tiros a cidadã americana Renee Nicole Good em Minneapolis. |
| Xenofobia: Imigrantes “não contribuem e exploram os americanos”. | Inflação Alimentar: Em estados pobres, a alimentação consome mais de 10% da renda familiar. |
| Suposta Fraude: Uso de vídeo viral para denegrir toda a comunidade. | Isolamento Global: Crise com a Dinamarca pela Groenlândia e rompimento com a Europa. |
Geopolítica: China e o Medo da Hegemonia
O isolamento americano no palco mundial consolidou-se neste primeiro ano. A insistência na compra da Groenlândia gerou uma crise diplomática com a Dinamarca. Esse movimento, somado ao quase rompimento com aliados europeus por tarifas comerciais, revela uma diplomacia movida pela paranoia frente ao avanço da China, que continua a consolidar parcerias estratégicas no Sul Global.
Na América Latina, a retomada de ameaças militares contra a Venezuela e a suspensão de ajuda à Somália isolam Washington de seus parceiros históricos. Enquanto o presidente utiliza o racismo de Estado para sobrevivência política, os EUA perdem terreno na governança global para o bloco asiático.
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