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Política

Lula lidera pesquisa; Mercosul e caso Master marcam a semana

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mantém Lula à frente de Flávio Bolsonaro em cenário de 2º turno. No Mercosul, presidente defende integração regional enquanto o caso Master movimenta o STF.

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o presidente do Paraguai, Santiago Peña, durante a Cúpula do Mercosul, em imagem que simboliza a agenda de integração regional.
Crédito: REUTERS/Cesar Olmedo

O cenário político brasileiro nesta semana é marcado por três movimentos que, embora em arenas distintas, ajudam a desenhar o tabuleiro dos próximos meses: a estabilidade de Lula nas pesquisas, a defesa da integração sul-americana e os desdobramentos do caso Master no STF.

Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. O petista registra 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% do congressista. A pesquisa tem margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.

O levantamento entrevistou 4.999 pessoas em todo o território nacional entre 26 e 30 de junho. O resultado mostra que Lula se manteve estável apesar da repercussão negativa envolvendo o novo desdobramento do caso Master, que teve como alvo o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner, aliado do presidente.

O estudo também testou cenários de segundo turno entre Lula e outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Michelle Bolsonaro (PL). Em todas as simulações, o petista aparece à frente.

Lula defende integração no Mercosul

Na terça-feira (30), Lula participou da Cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai, que marcou o fim da presidência paraguaia no bloco e o início do mandato do Uruguai. O presidente iniciou seu discurso pedindo um minuto de silêncio pelos mortos nos terremotos na Venezuela.

Em sua fala, Lula defendeu que a integração regional permaneça acima das mudanças de governo nos países-membros. “O Mercosul não pode funcionar de acordo com a eleição desse ou daquele presidente, senão a gente nunca vai ter um bloco realmente forte funcionando”, afirmou. O petista destacou que “o Projeto de Integração Sul-Americano deve estar acima de qualquer divergência ideológica”.

O presidente também anunciou negociações para uma parceria econômica com o Japão e sinalizou que o bloco deve avançar em direção a um acordo comercial com a China. “Em breve, queremos fazer o mesmo com a China e seguir nos aproximando dos mercados mais dinâmicos do planeta”, disse.

A única ausência entre os líderes dos Estados-membros foi o presidente argentino, Javier Milei, que cancelou a viagem de última hora em meio a escândalos de corrupção na Casa Rosada.

Caso Master tensiona STF

Enquanto Lula articulava no Mercosul, o Supremo Tribunal Federal vivia mais um capítulo das investigações sobre o Banco Master. O ministro Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira (30) que confia na condução do caso pelo relator, ministro André Mendonça, e disse que divergências entre integrantes da Corte não significam “desunião”.

A declaração veio uma semana após Gilmar classificar como um “erro crasso” o envolvimento de Mendonça nas negociações da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na avaliação de Gilmar, magistrados não devem atuar nas tratativas entre investigadores e colaboradores.

Na sessão desta terça, Gilmar procurou esfriar a temperatura na relação com o colega. “Gostaria de reiterar a confiança que deposito na atuação do relator e desta Segunda Turma”, declarou. O ministro Luiz Fux, que assumirá a presidência da Segunda Turma, afirmou que atuará para que divergências “jamais representem discórdia, mas mero dissenso”.

O caso Master, que envolve acusações de fraudes bilionárias no sistema financeiro, é considerado um dos mais relevantes enfrentados pela Corte neste ano.

A Lente BNB revela

A semana evidencia três dimensões centrais da política brasileira. No plano eleitoral, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg indica estabilidade do presidente Lula em um cenário de segundo turno, mantendo o debate sobre a sucessão presidencial em evidência. No campo internacional, o discurso em defesa da integração regional reforça o papel do Mercosul como instrumento estratégico da política externa brasileira em um contexto de crescente polarização entre governos sul-americanos. Já no Supremo Tribunal Federal, o caso Master demonstra como investigações de grande impacto econômico também repercutem nas relações institucionais entre os ministros da Corte, evidenciando os desafios de conciliar independência judicial, segurança jurídica e confiança pública.


Fontes consultadas

Poder360: Lula tem 48,8%, e Flávio, 42,3%, em eventual 2º turno (01/07/2026)
TV Brasil: Na cúpula do Mercosul, Lula defende integração acima de divergências (30/06/2026)
CNN Brasil: Mercosul não pode funcionar de acordo com eleição, diz Lula (30/06/2026)
G1: Gilmar Mendes nega desunião no STF após críticas a André Mendonça (30/06/2026)
CNN Brasil: Após críticas, Gilmar diz confiar em Mendonça como relator do caso Master (30/06/2026)

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